child-684583_1280Muitas vezes temos a tendência em sermos nós a escolher a próxima leitura para o nosso filho. De certo que há muitas razões para isso: ou somos nós que achamos piada ao livro; ou foi um livro que já lemos e que gostámos; ou porque achamos que o nosso filho vai gostar.

É tudo muito bonito mas o que podia ser um momento especial (como é o da escolha de um livro) pode ser na realidade um momento de grande aborrecimento.

Na verdade queremos sempre o melhor para o nosso filho. E muitas vezes isso reflecte-se nas escolhas. Escolhemos por eles.

A selecção de uma leitura por parte de uma criança fortalece, acima de tudo, duas coisas: o seu poder de escolha e de decisão, o que não invalida, por vezes, uma escolha menos feliz (e não, não será o fim do mundo); e a sua identidade. Normalmente ela escolherá algo com o qual se identifica agora ou com a forma como se visualiza em termos de imaginário.

Mas qual o papel dos pais? O papel dos pais é sempre mais profundo do que agir somente no âmbito da selecção.

Primeiro: Parte dos pais o gosto pela leitura. Mostrar (processo mimético) que também gostam de ler e que, com isso, ganham qualquer coisa.

Segundo: A questão do timing. Na maioria dos casos as crianças não têm uma altura certa para ler. Incentivar um momento (rotina) de leitura ajudar-lhes-à a ganhar hábitos de leitura.  Em muitas situações é mais importante saber em que agora ler determinada estória do que a própria estória em si. É curioso, não é? Mas a verdade é que tal acontece. Todos nós temos os “sensores” mais apurados em certos momentos.

Portanto, antes de escolheres uma leitura para o teu filho, “retém as rédeas”, dá espaço de escolha e analisa o momento de leitura. O resto virá por si. Confia!